Aumentam casos de conjuntivite em Porto Velho


Secom | 16/06/2017

Uma epidemia de conjuntivite viral vem marcando o verão de  2017 em Porto Velho, avaliou hoje (16) o médico oftalmologista Adalberto Penatti, da Policlínica Oswaldo Cruz (POC). “Talvez pior do que as ocorridas dez ou 15 anos atrás”, disse.

Diariamente, a POC e diversas clínicas particulares amanhecem lotadas com crianças e adultos de todas as regiões da capital, todos com baixa imunidade.

Segundo Penatti, essa inflamação da conjuntiva, causada por agentes tóxicos, alergias, bactérias ou vírus, dura em média uma a duas semanas.

A conjuntiva é a membrana transparente que recobre o globo ocular e a parte interna da pálpebra. A conjuntivite é transmissível pelo contato: roupas, toalhas de rosto e de banho, travesseiros e mãos.

“Numa sala de aula de uma escola, a maioria dos 30 alunos pegou, e o recomendável é a dispensa para se evitar maior contaminação, que é facilitada pelo ambiente fechado”, disse o oftalmo.

Alguns pacientes podem ter complicações, porém, na maioria dos casos ela é benigna. Olho avermelhados, sensibilidade à luz, presença de secreção, lacrimejamento e inchaço das pálpebras, eis os sintomas que podem variar de leves até quadros mais graves, com muita inflamação e incômodo.

Os três tipos com maior ocorrência na Capital: adenovírus [semelhante ao da gripe, enterovírus [dá feridas no corpo] e coxsackie [infecta pele, unhas, olhos, vias respiratórias, coração, garganta, bexiga, pâncreas, fígado, cérebro ou meninges].

“Aplicar compressa gelada com soro, isso é suficiente; e se os sintomas incomodarem muito, ocorrendo baixa de visão, dor ou muita secreção, procure atendimento de saúde”, ele recomenda.

Segundo ele alertou, coceira e qualquer outra irritabilidade normalmente vêm acompanhadas de gripe e desconforto de garganta. Quanto mais rápido a pessoa agir, melhor será para a sua recuperação.

SAIBA MAIS

Há situações de embaçamento visual, devido à infiltração do vírus na córnea.

Alguns pacientes apresentam ceratite, erosão superficial da córnea. Dói. Ficam sensíveis à luz solar.

Em outros, piora a visão no final da conjuntivite, por causa do acúmulo de células inflamatórias na córnea. São os chamados “infiltrados subepiteliais”. Necessitarão de colírios especiais.

Existem conjuntivites virais raras, que podem ser causadas pelo vírus da herpes simples e herpes Zoster.


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