Centenário do samba tem Selo comemorativo da ECT


Zé Katraca | 23/06/2017

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos -EBC em parceria com a Funcultural de Porto Velho, Federação das Escolas de Samba – Fesec e Projeto Samba Autoral, promoverão no dia 1º de julho, o lançamento do Selo Comemorativo, alusivo ao Centenário do Samba.

A solenidade de lançamento vai acontecer no Calçadão Manelão em frente ao Mercado Cultural em Porto Velho. Este evento vai acontecer apenas em três capitais brasileiras, Rio de Janeiro, Cuiabá e Porto Velho e na cidade Ubá em Minas Gerais. “É uma honra saber que nossa capital Porto Velho foi selecionada para realizar o lançamento do Selo do Centenário do Samba. “Isto quer dizer, que somos uma cidade considerada sambista pelos pesquisadores do Brasil”, disse o compositor Oscar Knightz.

Em reunião realizada com representantes das entidades que trabalham a questão do samba em Porto Velho, foi aprovada a programação que deverá começar as 16h30 do dia 1º de julho com a presença de personalidades do mundo do samba em nossa capital. No Calçadão Manelão será montada toda a infraestrutura de palco, sonorização e iluminação. A coordenação do Projeto Samba Autoral aproveita a oportunidade para convocar os compositores que participam do Projeto para reunião nesta sexta feira 23, no Bar do Calixto as 18h30 “Para afinarmos a viola” alerta Oscar.

A programação oficial ficou assim: 16h30 – Lançamento do Selo; 17h00 26ª edição do Projeto Samba autoral e as 18h30 apresentação das escolas de samba filiadas à Fesec. Cada escola de samba deverá apresentar o casal de Mestre Sala e Porta Bandeira.

Edital

Cem Anos do Samba Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil Símbolo da nossa nacionalidade, reconhecido internacionalmente, expressão cultural e social originária das populações afrodescendentes, incorporada ao cotidiano de todos os brasileiros, de Norte a Sul do país, o Samba recebe nessa emissão dos Correios o reconhecimento do seu poder integrador, ressaltando os valores e tradições das comunidades de sambistas que construíram o seu legado e movem a sua história rumo ao futuro. A gravação do samba “Pelo telefone”, de Donga e Mauro de Almeida, em 1916, é um marco sinalizador do que viria a acontecer com essa arte. Nascida nos terreiros, se espalhou pelas cidades.

Quando falamos em escolas de samba, vemos as cores tradicionais, as bandeiras (os pavilhões protegidos pelo casal de mestre- -sala e porta-bandeira), os símbolos (como a águia da Portela e a coroa do Império Serrano), os padroeiros, os toques típicos de cada bateria, inspirados, quando ainda preservados, nos de cultos religiosos de matriz africana, toda uma tradição que se revivifica a cada nova reunião dos sambistas, a cada nova criação de um samba de terreiro, a cada novo desfile no carnaval. Mas o samba é muito mais. Não é só carnaval, com alguns pensam. Ele é uma expressão vivida no cotidiano, se dá o ano todo, no dia a dia dos brasileiros.

Em 2007, o samba – nas variações partido-alto, samba de terreiro e samba-enredo – recebeu do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) o título de patrimônio cultural imaterial do Brasil.


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